The Voice – Season 17 – Episódio 21

A música não para no The Voice US

Sem a música, a vida seria um erro.

— Friedrich Nietzsche.

A música, para mim, é tão importante quanto respirar. Como disse o meu amigo Nietzsche, sem música, a vida seria um erro. Talvez por isso, por gostar tanto de música, não consigo largar o vício de assistir ao The Voice na versão Estados Unidos.

Pode parecer incrível, mas o programa já está em sua 17ª temporada. Não assisti a todas, devo admitir, mas acredito que eu tenha assistido a 13 das 17 temporadas – ou algo muito próximo disso. Começo esse blog quando estou assistindo já a reta final da temporada mais recente do programa.

Como estou começando o blog agora, vou começar com este post a criar uma “estrutura” para os posts. Vou começar cada texto com uma introdução, como esta, e depois falar sobre a série, a temporada e sobre o episódio em si, beleza? Vamos lá!

Sobre a série

The Voice é um programa do estilo “reality” que foi lançado pelo canal NBC nos Estados Unidos em 2011. A cada nova temporada, quatro astros da música norte-americana – ou que tem projeção nos Estados Unidos – devem escolher, “às cegas”, cantores para entrar no programa e, depois, serem “treinados” por eles.

A primeira fase, portanto, é de “audição às cegas”, na qual cada concorrente deve se apresentar com os técnicos voltados para a plateia, de costas para os cantores. Caso um técnico aperte o botão e se vire, o concorrente está no programa. Quando mais de um técnico aperta o botão, cada astro da música deve argumentar para o candidato e convencê-lo a lhe escolher – ou seja, o poder de escolha é de quem entra no programa.

Nas fases seguintes, os candidatos ao título de The Voice vão sendo selecionados e eliminados pouco a pouco – em fases que costumam ser de duelos e, depois, de apresentações ao vivo com votação do público. No final, apenas uma pessoa é escolhida como The Voice – após uma final com três participantes.

Sobre a temporada – Season 17

Uma série longa como essa sempre parece ter um certo “desgaste” com o passar do tempo. Algumas vezes, admito, tive vontade de parar de assistir a The Voice porque me parecia que a série ficava um tanto repetitiva – especialmente com as “brigas” entre Blake Shelton, que está no programa desde a primeira temporada, e Adam Levine, que ficou no programa da temporada 1 até a passada, a de número 16.

OBS importante: sempre que falar de temporadas e de episódios aqui no blog, terei SPOILER no caminho. Então se você não quer ser surpreendido por nenhum spoiler, melhor parar a leitura por aqui, beleza? 😉

Apesar de ter uma certa “preguiça” no início de cada temporada, algo devo admitir: sempre me surpreendo com os talentos que vejo neste programa. É algo impressionante como a cada nova temporada parece que eles conseguem “cavar” pessoas ainda mais talentosas que nas temporadas anteriores.

Essa Season 17 não é diferente. Novamente temos em cena muitas pessoas super talentosas e que dão gosto de serem acompanhadas a cada novo programa. Ainda assim, a impressão que eu tenho é que esta temporada está com mais altos e baixos do que temporadas anteriores.

Em outros anos, víamos claramente uma evolução contínua de muitos candidatos e do programa em si. Neste ano, não sei a razão para isso, parece que alguns candidatos vivem uma gangorra de apresentações – com alguns desempenhos melhores que os outros, mas com altos e baixos, sem uma evolução contínua. Isso é interessante porque joga em cena mais dúvidas do que certezas.

Tenho o meu palpite para quem tem chances de ganhar. Mas, ultimamente, tenho mais errado do que acertado nas minhas escolhas.

De qualquer forma, algo é certo: apesar de eu gostar muito do Adam Levine, acho que esta temporada teve um certo “frescor” e deu uma rejuvenescida importante no programa com a saída dele e com uma nova dinâmica criada entre Blake Shelton e sua namorada, Gwen Stefani, e com a amiga de ambos, Kelly Clarkson.

Blake e Gwen introduziram no programa uma dinâmica de casal interessante, enquanto que Kelly entrou um pouco com a missão de substituir Adam nas “provocações” envolvendo Blake. Essa química se mostrou interessante.

John Legend vem completar o quarteto de técnicos trazendo suavidade, competitividade e uma dinâmica mais “tranquila” – o que o programa sempre buscou com nomes como Alicia Keys e CeeLo Green.

Olhando para a questão dos técnicos, o programa atingiu um novo patamar de interesse e de qualidade. Seria interessante seguir com o time atual mais uma ou duas temporadas. A respeito dos participantes, novamente, a cada episódio, nos deparamos com apresentações incríveis, com muito talento e com a despedida de nomes que deixam um vazio no programa.

Essa Season 17 mostra que o programa tem bastante chão para percorrer ainda. Que ele pode continuar por mais alguns anos mantendo a estrutura principal sem problemas já que consegue, a cada nova temporada, sua missão principal: apresentar nomes incríveis para o grande público. Talvez apenas a dinâmica das provas e da forma de eliminar os candidatos poderia mudar um pouco. Mas a essência do programa vai longe.

NOTA DA TEMPORADA (até aqui): 9.

Sobre o episódio 21 da Season 17

Nesse episódio, já bem avançado na temporada, conferimos as apresentações dos 10 cantores que seguem na disputa. Sabemos, logo no início do episódio, que 8 deles seguirão adiante, para as semifinais, enquanto que 2 candidatos serão eliminados.

Como costuma mandar o figurino do The Voice US, o programa começou potente com uma apresentação incrível de Rose, uma das candidatas do time Gwen. Ela apresentou uma música icônica de Blake Shelton e arrasou. Trouxe muito vigor para o palco e deixou os espectadores com o queixo caído com tanta precisão e potência. A música parecia um misto de rock com country, com uma pegada moderna interessante. Honestamente, aposto nela como uma das finalistas. Incrível.

A segunda a se apresentar na noite foi Marybeth, da equipe John Legend. Ela já foi mais a minha favorita do que é agora, devo admitir. Desta vez, Marybeth apresentou uma música de Selena Gomez, mais intimista e bem mais sentimental que a apresentação anterior. O cenário e a apresentação dela foram bacanas, mas ficaram alguns tons abaixo da apresentação anterior, muito mais vigorosa e marcante. Tenho dúvidas se ela passa para as semifinais – e mesmo que avance, com outros 2 saindo antes dela, tenho sérias dúvidas se ela conseguirá chegar na final.

Em seguida, quem se apresentou foi Kat, da equipe Blake Shelton. Ela é uma das minhas preferidas na temporada, sem dúvidas. Tem uma voz e um tom únicos, muito diferenciados. Nessa apresentação, ela cantou um clássico de Shania Twain. Foi de arrepiar. A voz dela é mágica, uma das poucas desta temporada que eu não me importaria de ouvir por horas – acredito. A dinâmica do palco montado para ela, que a deixou estática, não foi muito boa, mas a voz límpida, pura e maravilhosa dela compensou a falta de dinamismo da apresentação. Maravilhosa! Para mim, ela é também uma das fortes candidatas a ser uma das finalistas deste ano.

Dando uma pausa nas apresentações, o programa teve uma apresentação de Kane Brown com a música Homesick. Cantor de country, ele tem o estilo visual de um rapper e canta, na verdade, a meu ver, um “pop romântico” – talvez esse seja o “novo” country? Como a música sempre evolui, já não sei bem se existem essas barreiras de “gênero musical” ou se elas estão cada vez mais “porosas”. Apresentação interessante, em que deu para ver que Kane Brown realmente tem um vocal interessante.

Na sequência, Shane, da equipe Kelly Clarkson, que foi salvo na semana anterior no resgate automático pelo público, apresentou uma música de Billy Ocean. Ele canta bem, é bastante versátil mas, francamente, acho que não vai chegar na semifinal – ou, se chegar, será para cair na sequência. Não vejo ele como um dos finalistas deste ano.

Em seguida, outro representante do time Kelly Clarkson mas, desta vez, um dos favoritos da temporada: Jake Hoot. Coloco o sobrenome dele aqui porque ele virou meio que um grito de guerra: Hoot, Hoot, Hoot! Como bem lembrou Kelly, Jake foi o artista com mais downloads no streaming nas últimas duas semanas. Esse tipo de resultado impulsiona nos votos, então ele segue forte na disputa para a final. Jake cantou uma música de Rhett Akins em homenagem a um primo que morreu no Afeganistão. A voz dele é incrível e ele fez uma apresentação impecável. Outro nome forte para a final.

Depois de mais um intervalo, Joana, da equipe Gwen Stefani, apresentou uma música de Christina Aguilera. Essa menina, bastante jovem, é uma das surpresas da temporada. A cada nova apresentação ela encara uma música incrível de uma grande cantora. Não foi diferente desta vez. Na verdade, ela surpreendeu, superando as apresentações que tinha feito anteriormente. Arrasou! Gwen pediu para ela fazer algo mais teatral, e foi isso que ela apresentou. Antes, eu achava que ela poderia cair antes da semifinal, mas a apresentação deste programa a credenciou para avançar. Veremos.

Na sequência, Katie, da equipe John Legend, se apresentou com uma música da Adele. Não sei se ela chega na final, mas ela merece, sem dúvidas. É uma das participantes com a trajetória mais sólida neste ano. A cada nova apresentação, ela arrasa. Deixa todos arrepiados e de boca aberta. Tem um alcance vocal e uma força incríveis. A exemplo de Kat, Katie também tem o dom de transformar qualquer música, mesmo as mais conhecidas, em suas. Impressionante. Fez uma excelente apresentação que, acredito, a fará avançar para a semifinal. Foi a mais aplaudida da noite. Talvez – e espero que sim – ela consiga chegar entre os finalistas. Nesse momento, diria que ela, Kat e Hoot tem as maiores chances de chegar lá.

Dupla de meninas que chegaram a quase ser eliminadas – passaram pelo resgate imediato alguns programas antes -, Hello Sunday, do time Kelly Clarkson, apresentou-se em seguida. Elas se apresentaram com uma música da Demi Lovato bastante sentimental e um boado sombria. A mensagem que deixaram, de que pessoas bastante jovens como elas também podem sofrer e ter que se superar, foi superimportante. A apresentação foi incrível, com as meninas mostrando muita potência vocal e sincronia. Acho que elas conseguem chegar até a semifinal com essa apresentação.

Na penúltima apresentação da noite, Ricky, da equipe Blake Shelton, apresentou uma música de Albert King. Muito bacana a conexão que Ricky tem com King e com a história do pai e da família. Isso trouxe uma carga de emoção para a apresentação dele importante também. A música que ele apresentou caiu como uma luva. Foi perfeita. Acredito também que ele chega entre os semifinalistas – e, talvez, entre os finalistas. A apresentação dele não parecia a de um concorrente, mas de um artista convidado. Deu um show.

Fechando a noite de apresentações do Top 10, Will, do time John Legend, apresentou uma composição de Young the Giant. Ele já vinha se apresentando como um sujeito único, como um performer diferenciado, mas nesta noite… superou todas as apresentações anteriores. Foi incrível! Uma das melhores apresentações da noite – e olha que já tínhamos vistos a algumas incríveis antes. Enfim, as apresentações de Ricky e de Will colocaram fogo no parquinho e mostraram como esta temporada está especial. Será duro ver duas pessoas partindo no programa seguinte e, depois, metade da turma ser eliminada. Mas essa é a dinâmica do The Voice.

De qualquer maneira, fecho os comentários deste episódio afirmando que esta é a melhor temporada dos últimos tempos. Incrível como o programa consegue se renovar, depois de tantas temporadas, e mostrar tanta gente boa em cena novamente. Está difícil chegar à lista dos finalistas desta vez. Muitos nomes excelentes vão cair antes da final.

NOTA DO EPISÓDIO: 9.

Publicado por Alessandra

Jornalista com doutorado pelo curso de Comunicación, Cambio Social y Desarrollo da Universidad Complutense de Madrid, sou uma apaixonada pelo cinema e "série maníaca". Em outras palavras, uma cinéfila inveterada e uma consumidora de séries voraz - quando o tempo me permite, é claro. Também tenho Twitter, conta no Facebook, Polldaddy, YouTube, entre outros sites e recursos online. Tenho mais de 20 anos de experiência como jornalista. Trabalhei também com inbound marketing e, atualmente, atuo como professora do curso de Jornalismo da FURB (Universidade Regional de Blumenau).

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